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Porque em Março 1998, e a propósito dos crimes da ditadura militar argentina, o jornal espanhol El Pais reportava uma petição da central sindical CTA ao procurador espanhol Baltazar Garzon - num artigo que viria a motivar novas investigações sobre as ditaduras, e vários outros pesadelos tóxicos em Moçambique. Como por exemplo aquele que o ubíquo Greenpeace passava a insinuar.


Segundo o Greenpeace, o governo moçambicano, numa solicitação de 1998 que eu decerto subscreveria, havia obtido a assistência de Itália para que se pusessem em segurança alguns resíduos radioactivos abandonados por soviéticos aquando de prospecções mineiras em Nampula e Tete (espectros gamma e neutrónico).


Até aqui, para mim tudo bem - a coisa seria apenas um trivial e croquetes de atribulados investimentos. E tanto quanto se sabe, o resgate e armazenagem desses resíduos parece ter decorrido satisfatoriamente.


Mas o problema é que, segundo o Greenpeace, nesse mesmo 1998 o governo moçambicano teria crescido em bizarrias - e passava a solicitar uma adicional assistência italiana para construção de um depósito de material radioactivo destinado a acolher escórias internacionais. O depósito seria do mesmo tipo do caso anterior, mas agora num outro local - e subterrâneo.


Tudo isto, num Moçambique que não produz tais resíduos.


E para além de referencias aos mentores do projecto de despejo, o Greenpeace alegava que, em 1999, a venerável ENEA (Itália) teria já contratado a sua participada Nucleco S.p.A para a empreitada de construção desse depósito de escórias radioactivas.

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