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entretanto em Itália ... tenebrosas sombras teimavam em eclipsar o caso Ilaria Alpi e Miran Hrovatin. E segundo a Ordem dos Jornalistas italiana, o processo judicial permanecia gravemente ferido por manipulações - incluindo testemunhos mutantes e sonegação de segredos por parte das secretas. E para o conselho lombardo da Ordem, tal como para os terráqueos em geral, a questão dos mandantes permanecia obscuramente incompleta. Mas a Camera dei Deputati não se atemorizava com eclipses e decidia-se a prosseguir as investigações - tal como alguns reputados media. Como por exemplo o semanário católico italiano Famiglia Cristiana que desde 1998 vinha apresentando novas e importantes revelações sobre o caso Ilaria e Miran --nomeadamente uma entrevista com um arrependido do tráfico de tóxicos que, em Dezembro 2000, revelava novos nomes e métodos da internacional Ecomafia. Mais tarde, e certamente após aturada ponderação das investigações dos media, em conferencia de imprensa de Março 2001 Massimo Scalia esclarecia o seguinte: "Obtivemos em particular nova informação a respeito do despejo de italianos e perigosos resíduos na Somália, para além de sinais que indicam Moçambique como novo destino do tráfico ilícito de resíduos, não só italianos. ... E no que em particular diz respeito à Somália, nas próximas semanas continuaremos a nossa actividade para avaliar como tal tráfico possa relacionar-se com o homicídio de Ilaria Alpi e Miran Hrovatin." Importa notar que por esta altura, a comissão Scalia ainda não havia podido aceder a peças cruciais do processo - sob pretexto da segurança de estado, as secretas insistiam em esconder documentos e alguns nomes sonantes. Mas nada detinha a solidariedade para com Ilaria e Miran - e com o que restava de democracia. E a pressão foi tal que, a 23 Setembro 2002, Franco Frattini, o Ministro de tutela dos serviços de informação e segurança, finalmente ordenava a entrega à Procuradoria de Roma de todos os documentos SISMI relativos ao caso. Giorgio e Luciana Alpi, os pais de Ilaria, de imediato agradeceram o gesto governamental e admitiam que com essas novas evidencias talvez a justiça pudesse dar um outro salto quântico. E para angústia dos criminosos, o caso Ilaria Alpi e Miran Hrovatin permanecia aberto. Tal como aliás o caso do tráfico de tóxicos. |