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E foi assim que, após duas penosas exumações, se concluia irrefutavelmente que, afinal, Ilaria Alpi havia sido cruelmente executada com um tiro na nuca.


Mas os anos iam passando e a justiça italiana não avançava. Embrulhada em truques processuais, a justiça oficial preferia o labirinto das prescrições.

Até que, 4 anos após o assassinato de Ilaria e Miran, e já na fervura de incontornáveis pressões, a secreta italiana monta um teatro que lhe permite capturar Hashi Omar Hassan - um dos 7 executores visualizados nas coberturas TV.

Estava-se em Janeiro de 1998, e a propósito de aberrações praticadas por alguns soldados italianos durante a operação UNISOM, o somali Hashi Hassan chegava a Roma para depor a convite de uma comissão de inquérito parlamentar.

Mentalmente diminuto e propenso a exibicionismos rasca, o gangster somali facilmente engole a isca das secretas, e a 12 de Janeiro 1998 é detido em Roma onde, em tribunal, é positivamente identificado pelo motorista somali de Ilaria.


Só um ano depois começaria o processo Hashi Omar Hassan, e a 9 de Junho 1999 o procurador de Roma exige prisão perpétua - uma pena que o tribunal sentenciaria cinco meses depois.


Mas pouco mais tarde, e para espanto geral, a 1a secção penal da Cassação aparece a anular a sentença com base num recurso referindo um suposto exagero de agravantes e subestimação de circunstancias genericamente atenuantes. Controversamente, o recurso é deferido e o criminoso é solto.


Sete meses depois, no tribunal de recurso de Roma, o procurador Cantaro insiste em prisão perpétua mas o tribunal, agora presidido por Enzo Rivellese, delibera converter a perpétua em 26 anos de prisão.


estava-se em Junho 2002.

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